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ACRAL defende aposta no mercado interno para combater sazonalidade

Data:
18 abril 2016

A ACRAL quer sentar à mesma mesa as diversas entidades regionais para desenvolver uma estratégia concertada de combate à sazonalidade no Algarve.

O bom desempenho dos últimos dois anos e as perspetivas positivas no setor turístico “são naturalmente boas notícias”, mas os resultados “continuam a ser insuficientes para combater o grande problema estrutural do Algarve: a sazonalidade”, considera o presidente da ACRAL.

“A hotelaria lança anualmente para o desemprego durante o mês de Novembro cerca de 9 000 pessoas. Depois volta a integrar – é o setor onde mais se dispensa mas é também o que mais contrata: há uma maré de saídas em Novembro, depois há uma maré de entradas quando se chega a Março ou Abril”, ilustra Álvaro Viegas, citando os últimos dados do Conselho Consultivo do IEFP e lembrando a condição difícil “de quem tem trabalho apenas 4 a 6 meses por ano”.

Segundo o também presidente da Assembleia-Geral da RTA – Região de Turismo do Algarve e da ATA – Associação de Turismo do Algarve, “é importante ter taxas de ocupação a subir na ápoca alta, mas temos é de conseguir ter uma taxa anual média superior à atual”.

A taxa anual média, sustenta o dirigente associativo, “é de cerca de 40%: temos um pico entre Julho e Agosto, com taxas de ocupação perto dos 100%, mas depois temos os outros 10 meses, 6 ou 7 dos quais com taxas de ocupação médias de 20%”.

O importante, defende Álvaro Viegas, “era ter taxas de ocupação mais altas nos meses de Outubro-Novembro até Março-Abril, porque com menos visitantes, do comércio à restauração, toda a atividade económica se ressente”.

Estabelecendo como “objetivo prioritário” tornar o Algarve mais atrativo durante todo ano, o presidente da ACRAL elege “o mercado interno” como “prioritário” e a diversificação da oferta como estratégia. “Como no Inverno não há praia, temos de encontrar outros atrativos: animação, espetáculos de qualidade, desenvolver o turismo religioso, o turismo ligado ao património, à história e ao interior”, defende.

“As entidades têm de se sentar pra encontrar fórmulas de atrair mais pessoas na época baixa”, conclui Álvaro Viegas. 

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